Ex-prefeito de Populina é preso com revólver irregular durante operação contra fraudes em licitações
27/10/2026
(Foto: Reprodução) Gaeco prende ex-prefeito de Populina em operação contra fraudes em licitações
O ex-prefeito de Populina (SP) e locutor de rodeios, Adauto Severo, foi preso na manhã desta terça-feira (27) por posse irregular de um revólver durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no município.
A ação faz parte da Operação "Farra do Peão" para investigar um suposto esquema criminoso de fraudes em licitações, desvio de verbas públicas e enriquecimento ilícito ligado à Prefeitura de Populina.
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Ex-prefeito de Populina é preso com arma irregular em operação em Populina (SP)
Arquivo pessoal
Os promotores do Gaeco, com apoio das equipes do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), da Polícia Militar Ambiental e da Receita Estadual, cumpriram 13 mandados de busca e apreensão em Populina e Suzanápolis (SP), incluindo em propriedades rurais ligadas ao ex-prefeito. Veja abaixo como funcionava o esquema.
A prisão em flagrante ocorreu após os policiais encontrarem um revólver calibre .38 sem documentação durante buscas na casa dele. Adauto Severo era um dos alvos das ordens judiciais de busca.
A Justiça mandou bloquear até R$ 5 milhões e tornou indisponíveis fazendas e sítios suspeitos de terem sido comprados com o dinheiro desviado. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia de Populina. O g1 tenta contato com a defesa do investigado.
Ex-prefeito de Populina é preso com arma irregular durante operação do Gaeco contra fraudes em licitações
Reprodução/Gaeco
Como funcionava o esquema
Em nota enviada à reportagem da TV TEM, o Ministério Público esclareceu como os suspeitos agiam. Entenda abaixo.
Uso de "laranja": Todos os anos, a prefeitura repassava verba pública para uma entidade privada organizar a Festa do Peão de Boiadeiro da cidade. No papel, a associação estava em nome de um terceiro, mas, na prática, quem a comandava era o então prefeito, segundo as investigações.
Grupo ficava com o lucro: Os custos do evento eram arcados com o dinheiro dos cofres públicos, enquanto os lucros eram embolsados pelo ex-prefeito, por seus irmãos e por aliados políticos.
Notas fiscais frias: A investigação apontou ainda que empresas ligadas a pessoas do grupo emitiam notas fiscais para a prefeitura cobrando por serviços que nunca foram prestados.
Enriquecimento e compra de fazendas: Durante o mandato, o patrimônio particular do ex-prefeito e de seus familiares cresceu de forma desproporcional à renda oficialmente declarada, com forte suspeita de que os suspeitos tenham comprado propriedades rurais para lavar o dinheiro desviado.
O grupo é investigado por associação ou organização criminosa, desvio de verba pública e apropriação de bens, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Ex-prefeito de Populina é preso com arma irregular durante operação do Gaeco contra fraudes em licitações
Reprodução/Gaeco
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